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Com a mão na massa. Ops, na câmera

IMG_0407Os alunos da segunda turma do DCMN já estão começando a produzir. Com câmeras nas mães e uma ideia na cabeça, a galera está nas ruas tirando fotos e filmando. Além disso, eles estão queimando a “mufa” pra criar os blogs. Os temas são os mais variados: cabelo, vida de adolescente, dica de como curtir o RJ, futebol, anime e muito mais. Em breve, teremos mais conteúdo criado por essa galera para publicar por aqui. Por enquanto, veja as fotos do que eles estão aprontando.

 

 

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Oficina nas escolas

10415631_764853666887124_1541001843074521616_nSim, voltamos para a escola. Mas o motivo? Ensinar algumas técnicas básicas de fotografia.

Light painting - uma técnica fotográfica onde a longa exposição registra o movimento de uma origem luminosa, permitindo assim a composição espacial de desenhos com os pincéis de luz - foi ensinada pelo professor AF Rodrigues, na Escola Municipal Dilermando Cruz. 

Lembrando que para que essas fotos fiquem perfeitas é preciso que os modelos fiquem parados, o que não aconteceu muito lá na Dilermando (rs). Se liga no resultado:

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Dia de Travessias

Os alunos do projeto DCMN visitaram a exposição de arte contemporânea Travessias 3, no Galpão Bela Maré. Para muitos, os obras eram vistas com estranheza, mas houve um reconhecimento duas obras: 1964-2014 e a projeção do Imagens do Povo.

Nicole achou tudo diferente, mas ao mesmo tempo muito legal. ” Gostei bastante da sala de interrrogatório”. Marcella também achou interessante a obra, embora trouxesse sentimentos como medo, dor e revolta. “Achei o tempo curto nessa sala”, diz.

Sala de interrogatório. Foto aluna Isabela Andrade
1964-2014 é um trabalho de Dora Longo Bahia. A obra é uma gravação da simulação de um interrogatório feito no DOI-CODI – Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985). Foto aluna Isabela Andrade

GALPÃO BELA MARÉ - Rua Bittencourt Sampaio, 169, Maré. Entre as passarelas 9 e 10 da Av. Brasil. Mapa.

De 23 agosto a 16 novembro – terça, quarta, sábado e domingo das 10h às 18h. Quinta e sexta, das 10h às 20h. Entrada Gratuita.

 

Momentos de descontração:

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Máquina na mão e uma ideia na cabeça

Foto da aluna Tawane
Foto da aluna Tawane

Os alunos do DCMN pegaram as câmeras e foram para as ruas da Maré e Av. Brasil. O resultado estará em uma pequena exposição durante a festa de encerramento da primeira turma do projeto DCMN.

 

 

Veja algumas fotos:

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Foto de Luan
Foto de Iago17--06
Foto de Iago
Foto de Carlos Gomes__1
Foto de Carlos
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Foto de Ana
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Foto de Bianca
Adryelle Santos_0521
Foto de Adryelle

 

“Ovada” na escola, quem nunca?

Quem nunca viu, levou ou participou de uma ovada na escola ou na rua? A aluna Noemi Silva registrou a ovada que uma colega de escola levou na saída da aula da Escola Municipal Dilermando Cruz. Apesar dos aniversariantes que vão levar a ovada saberem e até querem esse tipo de comemoração, é preciso ter cuidado com essa brincadeira porque do mesmo jeito que você pode deixar a pessoa alegre, pode deixá-la triste. Tem pessoas que não sabem brincar e jogam os ovos muita força e pode passar dos limites. Ketellen, a menina que aparece no vídeo levando a ovada, gostou muito da brincadeira, embora ela não soubesse do que estava programado pelos seus amigos de sala.

 

 

 

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Você conhece o jogo cup song?

As alunas Maria Luiza e Evelyn explicam o que é o jogo de Tentativas, também conhecido como cup song.

Texto de Maria Luiza Santos e vídeo de Evelyn Santos

“Nós conhecemos o cup song no início de 2014 na escola. Um de nossos amigos, o Vitor (que está no vídeo) foi quem nos apresentou. A opartir daí, pesquisamos sobre essa brincadeira na internet.

O cup song tem como objetivo criar sons com copos. Existe uma sequência a ser seguida. A sequência do vídeo é da música da jovem cantora norte-americana Anna Kendrick, ‘When i’m gone’”.

Assista o vídeo foi feito na casa da Iris, uma das amigas de Evelyn e Maria Luiza. Participaram o vídeo Vitor Herculano, Iris Alves, Maria Luiza e Evelyn.

 

 

 

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Aprendendo, fazendo e comendo

Foto de Marcus Martins
Foto de Marcus Martins

Mesmo com pouco tempo de curso os alunos do projeto já tem suas preferências.

Mariana Farias, 8 anos, gosta das aulas de vídeo e já produziu pequenos vídeos com celular. Já Tawane Da Mata Lima, 13 anos, já percebeu que suas fotos melhoraram.

Durante as aulas de redes sociais, Marcus Martins, que não tinha conta no facebook e nem e-mail, criou uma página para falar sobre o futebol da escola. “A aula mais maneira é a do AF Rodrigues, de fotografia, porque nós vamos pra rua fotografar as pessoas que estão andando na favela da Maré”, comenta.

Hora do lanche da turma da tarde. Tapioca e refrigerante. Foto AF Rodrigues
Hora do lanche da turma da tarde. Tapioca e refrigerante. Foto AF Rodrigues

Para Iago de Jesus, 13 anos, assim como a maior parte dos alunos gosta mesmo é da hora do lanche, principalmente quando tem pão com queijo e presunto.

Pintando com a luz

10252166_240933186110934_6979696730008423572_nDurante a oficina de fotografia, os alunos do projeto “Do chão da Maré às nuvens” tiveram uma aula de Light Painting – uma técnica fotográfica onde a longa exposição registra o movimento de uma origem luminosa, permitindo assim a composição espacial de desenhos com os pincéis de luz.

“É uma técnica fácil, a foto fica bonita”, disse Paloma Rodrigues, aluna do projeto. De acordo com o aluno Marcus Vinicius, a aula foi muito maneira e divertida.10177337_240934426110810_7332167693254320514_n

Aula de vídeo.

Conheça o DCMN

Esta é uma iniciativa que envolve ações de comunicação e cultura já em curso no Observatório de Favelas, ou seja, a Escola Popular de Comunicação Crítica e o Imagens do Povo.

Desde 2004 o Observatório vem desenvolvendo iniciativas para mudar as representações sobre as favelas e para impactar a vida de seus moradores. No âmbito desta ação propomos um trabalho focado na cultura digital e na produção da imagem, através de um curso de iniciação a fotografia e vídeo voltado para estudantes adolescentes e professores da rede pública municipal situada na Maré.

A ideia é que seus participantes possam desenvolver habilidades para uma documentação das experiências educativas e culturais vivenciadas no território em que vivem, considerando o potencial transformador que este reconhecimento traz para formação de relações mais saudáveis e acolhedoras no ambiente escolar e para a vida comunitária.

Favela X Carência

Historicamente os espaços populares são apresentados pelo viés negativo, ou seja, se valorizam aspectos da paisagem em contraponto a um modelo urbano do qual a favela é vista como uma excrescência. Esta representação vê o território como lugar das ausências e seus moradores não teriam legitimidade para estar e pertencer à cidade.  Por outro lado, cada vez mais se observa uma resposta em termos de produção cultural e artística de origem popular.  Grupos produtivos, artistas e organizações têm colocado em questão esta representação e produzido novos olhares sobre tais territórios e seus moradores.  Em termos dos equipamentos públicos, as escolas sempre foram vistas como oásis num ambiente improdutivo e violento, mas reproduzem em grande medida a representação de que estes territórios não possuem qualidade de vida alguma.

Aula de fotografia na rua
Aula de fotografia na rua

O sensacionalismo, a pobreza e a violência que caracterizam a fala da mídia, está de modo contundente na fala dos profissionais da educação, que tendem, numa estrutura impermeável como a escola, a sucumbir diante dessa representação negativa.  Mas é possível utilizar-se das atuais tecnologias da informação e da comunicação para disparar novas relações no espaço escolar e para fora dele.  Atualmente muitos sujeitos têm ganhado visibilidade nas redes sociais por conseguir apresentar outras versões sobre a realidade vivida nos territórios populares.

A intenção deste projeto vai exatamente neste sentido, ou seja, criar um núcleo de produção de imagem que se constitua como um espaço de produção de novos olhares sobre o cotidiano de trocas, de sociabilidades, de criação, de inovação, presente tanto na escola situada neste território como no seu entorno.

Acreditamos que seja possível construir novos significados voltados, principalmente, para ampliar a importância simbólica do ato educativo e dar mais visibilidade a potência criativa destes adolescentes de origem popular que frequentem diariamente as escolas da região.

O objetivo é, portanto, preparar os adolescentes para uma inserção protagonista e mais qualificada nessa nova realidade. Trata-se então de colocar em prática um programa que possa oferecer ferramentas tecnológicas e ferramentas conceituais apropriadas para a ação e interação na junção desses dois hemisférios no mundo atual, tendo em vista a realidade popular e a vida nas favelas. Apresenta-se, dessa forma, mais um ponto de apoio para fortalecer a potência em uma ambiente social que é, hegemonicamente, referenciado pela ausência.

Metodologia

Aula de fotografia no laboratório de informática
Aula de fotografia no laboratório de informática

Por meio de um edital, o Observatório de Favelas, realizou uma seleção entre os estudantes das redes públicas municipal e estadual que no território da Maré. Há hoje, há 7 escolas públicas que ofertam os anos finais do ensino fundamental e 3 escolas de ensino médio.

A seleção é destinada, portanto, aos estudantes que estão cursando do 6º ao 9º do ensino fundamental ou estão no ensino médio de tais escolas. Nosso objetivo é focar entre os adolescentes que possuam de 12 aos 16 anos de idade.

Atividades

- Três encontros semanais de 90 minutos por quatro meses consecutivos (dois tempos de 35 minutos) na sede do Observatório de Favelas.

- Encontros, com palestras e workshop, sobre os temas afins dos cursos.

- Encontros virtuais, utilizando skype, twitter e facebook.

- Oficinas específicas para melhor compreensão da utilização dos equipamentos e dos aplicativos a serem utilizados.

 

 

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